Dando continuidade a uma serie de treinos denominados de “Budo”, alunos da Escola Dento Shito-Ryu, participaram no passado dia 28 em Loures no Pavilhão Municipal António Feliciano Bastos, num estágio de Tai Chi Chuan orientado pelo “Sifu” Claudio Fung que é simultaneamente 6º Dan de Karate Shotokan. Tiveram assim, alguns alunos do clube, a oportunidade de conhecer um pouco desta arte marcial.

No evento participaram: Miguel Costa-1ºDan, Jorge Lee-1ºDan e Barbara Lee-6ºKyu.

Tai Chi Chuan por Jorge Pinheiro, Lisboa, 19 de Dezembro de 2001. “Apesar de eu poder dar uma ideia do que é o Tai Chi Chuan pareceu-me que seria mais adequado incluir um tratado, atribuído ao fundador lendário desta arte marcial, pois este expressa brilhantemente o significado do Tai Chi.
O tratado de Tai Chi Chuan de Chang San Feng:

Em cada movimento, todo o corpo deve ser ligeiro e ágil.

Apesar disso, o mais importante é que todos os movimentos sejam contínuos. O chi (energia do corpo), deve circular activamente e o espírito deve ser conservado internamente.
Não permitir que parte alguma do movimento mostre imperfeições, muito menos sobrestiramentos ou descontinuidades. Em todos os movimentos, a energia interna está enraizada nos pés, desenvolvida nas pernas e controlada pela cintura, e manifesta-se nos dedos das mãos. Desde os pés e as pernas à cintura e aos dedos das mãos, deve existir uma coordenação completa, de modo a que, seja no avançar ou no retroceder, se possa ter uma posição favorável sobre o adversário. Se não se aproveitar a oportunidade e se está numa posição desfavorável, se a mente fica confusa e o corpo descoordenado, a situação pode resolver-se concentrando a atenção nas pernas e na cintura. Em todos os movimentos, tais como avançar, retroceder e girar, deve procurar-se a solução na cintura e nas pernas. No fundo, porém, tudo depende sobretudo da própria mente e não da aparência exterior dos movimentos.

Em qualquer movimento, quando há uma subida, deve haver uma descida; quando há um avanço, deve haver um recuo; quando há uma esquerda, deve haver uma direita. Se se quer realizar um movimento para cima, este deve ser precedido dum movimento para baixo. Para arrancar uma planta da terra há que ter em conta a raiz, pois com um gesto de torção quebra e logo será levantada e derrubada. O cheio e o vazio, os dois factores complementares, devem diferenciar-se claramente.